Três lições dos nossos projetos de IA
Ao longo de dois anos, acompanhámos dezenas de projetos de IA, desde a exploração inicial até um modelo que é executado todas as noites. Alguns…
A data science é uma área relativamente recente e ainda está em desenvolvimento na maioria das organizações. Umas estão mais avançadas do que outras, mas é possível identificar uma tendência geral:
Tudo começa com um laboratório: uma oficina para alquimistas que transformam dados em ouro com algoritmos complexos (ou assim pensamos).
Finalmente, encontrou-se um caso de negócio sólido e, alguns meses depois, até existe um modelo preditivo que funciona bem. Seguem-se, porém, mais 9 meses a reescrever código e a discutir com as equipas de IT e os arquitetos (target landscape, ferramentas suportadas, OTAP, segurança) antes de o modelo finalmente entrar em produção. Mas, enfim: está lá, está a funcionar e dá resultados! Viva!
Até que, de repente, deixa de funcionar. As previsões não são boas, os utilizadores querem outra coisa ou descobre-se que o processo deixou de funcionar há um mês. Mas quem vai tratar disto? Jantje, que construiu o modelo, já saiu há muito tempo. Pietje não consegue perceber os notebooks sem documentação que ele deixou e, depois de várias tentativas de reparação, conclui que mais vale reconstruir o modelo ‘from scratch’ .
Depois de aprender com os erros, tudo funciona agora como uma máquina bem oleada. Quer se trate de obter, carregar e partilhar dados, gerir diferentes experiências com modelos, fazer o deployment automático de APIs e apps baseadas em IA com CI/CD ou explicar previsões… Cada membro da equipa faz tudo isso com um clique e um sorriso. Pois é: isto é ficção científica.
Se resumirmos o cenário acima de forma um pouco mais formal:
É aqui que entra o MLOps: é uma forma de chegar à fase 3.
“Com a gestão da operacionalização de modelos de machine learning (MLOps), queremos disponibilizar um processo de desenvolvimento de machine learning de ponta a ponta para conceber, criar e gerir software baseado em ML que seja reproduzível, testável e evolutivo.”
⎼ CDF sig-MLOps
“a extensão da metodologia DevOps para incluir os recursos de machine learning e data science como elementos de pleno direito no ecossistema DevOps”
⎼ também CDF sig-MLOps
“O MLOps permite aos cientistas de dados e aos programadores de aplicações ajudar a colocar modelos de ML em produção. O MLOps permite acompanhar / versionar / auditar / certificar / reutilizar todos os recursos no ciclo de vida de ML e disponibiliza serviços de orquestração para simplificar a gestão deste ciclo de vida.”
⎼ Microsoft
Em resumo, pode dizer-se que o MLOps é DevOps para machine learning / data science.
O objetivo do MLOps é:
Os nossos processos de data science são
Ok, parece bem, mais uma fórmula mágica… Então, basta dizer MLOps para que todos os problemas de data science desapareçam por magia, tal como agile ia resolver todos os problemas de negócio?
Está tudo mal -> Introduzimos MLOps -> Está tudo bem.
Portanto, não é uma fórmula mágica.
Vamos deixar as generalidades de lado. De que processos estamos a falar?
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